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ROEDORES:

O homem mantém o ambiente propício à proliferação dos roedores ao proporciona-lhes uma constante fonte de alimentos, água e também refúgios. O controle dos roedores é necessário, pois disseminam doenças, seja pelo contato direto ou atuando como vetores para outros organismos. Causam vastos danos estruturais, através de sua constante roedura, estragam e contaminam alimentos, antes e depois da colheita, ao consumir, roer e infectá-las com sua urina, fezes e folículos de seus pêlos.

A primeira medida é identificar as áreas que proporcionam alimentos, abrigo e água. Tais locais incluem área de vegetação, pilhas de madeira ou montes de refúgio. Interessante é que cada toca apresenta duas entradas, a principal, utilizada pelo animal na grande maioria das vezes, e a secundária, usada para emergências e geralmente oculta por entulhos.

Os roedores apesar de curiosos, tendem a evitar objetos estranhos, os quais podem lhe trazer algum perigo. Este comportamento, denominado neofobia, obriga a colocação de iscas e armadilhas em locais adequados, próximos aos sinais dos mesmos, de forma a não obstruir o seu caminho.

Embora todos os roedores comensais, compartilhem das mesmas características de roedura, acasalamento, reprodução rápida, disseminação de doenças e contaminação de alimentos, existem muitas diferenças entre as espécies, principalmente no seu porte estrutural.

IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES:

Ratazana (Rattus Norvegicus ):
Onívoro, tem preferência por carne, peixe e gorduras. Extremamente desconfiado, é grande nadador, mas lento em terra. Vive em atrito com as demais espécies. Peso aproximado: 300 gr.

Rato de Telhado ( Rattus rattus ):
Alimentação mista, onívoro, dando pequena preferência a frutas, grãos e vegetais. Muito desconfiado e ágil, é excelente escalador, grande memória de perigo. Peso aproximado: 200 gr.

Camundongo (Mus-muscullus):
Hábitos noturnos. Alimenta-se preferencialmente de grãos. Muito curioso, é grande saltador. Destrói muito mais do que consome. Peso aproximado: 20 gr.

Podemos notar que há uma grande variação de peso entre as espécies, sabemos também que um roedor alimenta-se de até 10% de seu peso ao dia, isto indica que a ratazana consome cerca de 30 g, enquanto um camundongo consome 2 g de alimento dia, isto é muito pouco se existente uma grande oferta de alimentos. Observa-se que a identificação das espécies é fundamental, para se programar a metodologia de controle e rotencidas adequados.

MEDIDAS SANITÁRIAS:
Como já mencionamos anteriormente, as espécies em geral necessitam dos princípios básicos, alimentos, água, local de reprodução. Quando não é possível eliminar a fonte de alimentos, atuamos restringindo as fontes de água e de moradia, para isto muitas vezes é necessário a adequação dos locais, com algumas pequenas mudanças na estrutura, eliminação de matos, entulhos, galhos de árvores ou pilhas de madeiras, etc, locais estes que possam ser utilizados como ninhos, para que desta forma possamos sanar o mais rápido possível a infestação, observando que um camundongo pode passar por aberturas a partir de 0,63 cm e um rato de uma abertura mínima de 1,27 cm.

MÉTODOS DE ISCAGEM:
Após uma criteriosa avaliação de toda a área e identificação dos trajetos dos roedores, é iniciada a iscagem, utilizando-se de vários métodos que somam-se na solução do problema, tais como:

- Iscagem com o raticida afixo, ao redor de todo o perímetro.
- Iscagem com cochos fechados com variação de atrativos e rotencidas, todos devidamente identificados em croqui.
- Utilização de pó de contato em áreas específicas.
- Utilização de armadilhas com cola, especificamente utilizadas em locais de risco e com muita oferta de alimento.

OS PRODUTOS:
Os anticoagulantes atuam inibindo a enzima epoxiredutose da Vitamina K1 (atuando também com antídoto), que interrompe o ciclo epóxido, necessário para a regeneração da mesma. Uma vez ocorrido, é cessada a formação dos fatores anticoagulantes e os efeitos na coagulação se tornam drásticos, quando seu teor caí para um nível próximo de 20% do normal. Os primeiros sintomas da intoxicação, não aparecem antes de 24 horas após o primeiro contato e vão se agravando até provocar a morte por hemorragia generalizada o qual ocorre num intervalo de tempo variável 3 a 5 dias dependendo do estado físico e do stress do animal.



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